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GRIPE SUÍNA:COMO OS ESPECIALISTAS PREPARAM SUAS FAMÍLIAS PDF Imprimir E-mail
14-Ago-2009 às 14:24

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Com o crescimento da pandemia de gripe suína – também conhecida como gripe A – no mundo todo, a New Scientist perguntou como especialistas no assunto (agentes de saúde, epidemiologistas e pesquisadores da gripe) lidam com a crise. De sessenta especialistas perguntados sobre o que acreditam que irá acontecer nos próximos meses, metade afirmou estar preocupada com a possibilidade de um surto maior da doença, chegando até a fazer estoques do medicamento Tamiflu (o único disponível para tratar a doença) para suas famílias.

 

Desde o seu surgimento, há cinco meses, nos Estados Unidos e México, a nova gripe, batizada de H1N1, já afetou 168 países, e mais de 160 mil infecções pelo vírus foram confirmados – e esse número pode ser até dez vezes maior, pois sempre há a possibilidade de falta de notificação e identificação da doença.

Na crise de gripe de 1918, conhecida como a gripe espanhola, o vírus sofreu uma mutação e se tornou mais letal – e muitos acreditam que a mesma coisa tenha acontecido com a H1N1, embora testes genéticos mostrem que isso não ocorreu. Na América do Sul, as mortes com a nova gripe estão crescendo, porém, isso se deve às condições climáticas do inverno na região.

“A gripe se espalha com muita facilidade”, afirma Angela McLean, co-diretora do Instituto de Infecções da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Apesar dos dados sobre a gripe parecerem alarmantes, McLean afirma que a nova gripe tem uma taxa de fatalidades razoavelmente baixa.

A maior parte dos especialistas acredita que é pouco provável que uma nova versão do vírus, mais letal, possa surgir. Entretanto, eles acreditam que se isso acontecer, os hospitais e o resto da infra-estrutura de saúde de seus países não conseguirão lidar com a doença.

Embora seja impossível prever como a gripe irá evoluir, especialistas têm suas crenças, como todo mundo. Vinte dos especialistas entrevistados não descartam a possibilidade do vírus sofrer uma mutação e se tornar mais letal, mas apenas poucos afirmaram que isso é provável. Laurence Tiley, virologista da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, afirma que há poucas pandemias para comparar a gripe e fazer suposições concretas.

John Oxford, professor de virologia do Instituto de Biologia Molecular de Londres, na Inglaterra, afirma que as pessoas tendem a pensar que em 1918, houve um aumento na letalidade do vírus. “Mas é diferente agora: em 1918, foi como um míssil em uma comunidade desprotegida, e todos ficaram suscetíveis”, afirma Oxford. Ele também afirma que muitas pessoas pegaram gripes comuns nesta época, o que pode ajudar a protegê-las contra o H1N1

Entretanto, Walter Fiers, biólogo da Universidade de Ghent, na Bélgica, acredita que não há como saber se o vírus vai sofrer mutações ou não – fazendo que as vacinas sendo desenvolvidas de tornem inúteis.

A maior preocupação seria a criação de um vírus híbrido, combinando a H1N1 com a grande mortalidade da H5N1, a gripe aviária, que tem 30% de taxa de mortalidade. “O pesadelo seria se alguém com a H5N1 pegue a gripe suína”, afirma John Edmunds, epidemiologista da Escola de Higiene de Londres. Mais de 50% dos especialistas questionados afirmaram estar muito preocupados com a capacidade do sistema de saúde para lidar com uma nova onda de gripe suína, mais letal e perigosa.

Metade dos entrevistados afirmam estar tomando algumas precauções para o caso da situação piorar: alguns dizem estar estocando comida e água, outros dizem estar guardando o anti-viral Tamiflu e antibióticos para lutar contra a pneumonia, conseqüência comum da nova gripe. Eles afirmam fazer isso por medo que os estoques dos medicamentos possam acabar – mas a maioria dos que tomam essa precaução são de países mais ricos, que têm medidas governamentais mais efetivas para lutar contra a doença.

Marie-Paule Kieny, diretora da Organização Mundial para Pesquisas de Vacinas, afirmou que os resultados do questionário com especialistas mostra uma imagem balanceada da pandemia. “Eles parecem entender bem os desafios: reconhecem os riscos, mas também a incerteza desses riscos”, afirma Kieny. (HypeScience) [New Scientist]

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