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Coronavírus: por que o distanciamento social é fundamental?

A estratégia de isolamento social foi adotada por praticamente todos os países afetados pelo novo coronavírus
Coronavírus: por que o distanciamento social é fundamental?
Prefeitura Barueri

Coronavírus: por que o distanciamento social é fundamental?

Portal.barueri

Sem vacina e nem mesmo um tratamento específico para a Covid-19, o distanciamento social passa a ser a única arma contra a doença, conforme pregam cientistas e as maiores autoridades de saúde do mundo, como a OMS (Organização Mundial de Saúde). A estratégia de isolamento social foi adotada por praticamente todos os países afetados pelo novo coronavírus.

O isolamento ou distanciamento social tem sido adotado para garantir que haja atendimento médico suficiente aos doentes mais graves e, consequentemente, diminuir o número de óbitos provenientes da doença. Os demais atendimentos não cessam, o que exige uma potente ampliação das capacidades do sistema de saúde, tanto públicos quanto privados.

Sem um isolamento eficiente pode ocorrer o contágio em massa: quando a doença é transmitida a um grande número de pessoas ao mesmo tempo, levando os sistemas de saúde ao colapso, já que não terão condições de atender a todos. Isso compromete a oferta de vagas, medicamentos, insumos, aparelhagem e profissionais – que também adoecem.

Diante de um quadro desses, o colapso se estende a outros serviços essenciais, como é o caso dos necrotérios, cemitérios e serviços funerários em geral, por exemplo. Um número de óbitos maior do que a capacidade local impossibilita os serviços e, automaticamente, o sepultamento. Essa consequência dramática foi vivenciada por países como Itália e, mais recentemente, Equador, por exemplo, que precisaram recolher os corpos em caminhões e dispensá-los em valas comunitárias para cremação.

Em Barueri, a Vigilância em Saúde iniciou, além de um monitoramento rígido, um amplo processo de orientações e ações preventivas tão logo surgiram os primeiros casos na China. As medidas de isolamento foram propostas bem antes do vírus espalhar-se pelo Brasil.

“A proximidade de Barueri com a capital paulista coloca a cidade em uma situação bastante delicada, uma vez que não só a capital, mas todo o Estado tornou-se o epicentro da doença, concentrando a grande maioria dos casos no País. Com uma população flutuante considerável, que migra de São Paulo para cá e de cá para lá, não teria como o município se blindar desse mal. Porém, os números por aqui seriam ainda piores se não tivéssemos adotado o distanciamento social”, alerta a coordenadora de Vigilância em Saúde de Barueri, que também é biomédica, Rosana Perri Andrade Ambrogini.

A especialista lembra que o isolamento foi adotado em um bom momento na cidade, quando ainda não havia tantos casos. Quanto antes ele é aplicado, maior é sua eficácia, ou seja, mais brando é o pico de contágio local, permitindo ao município socorrer a todos que precisam. No domingo (dia 19), Barueri registrava 372 casos confirmados, 1.065 em investigação e 45 óbitos, dos quais 14 já com confirmação para Covid-19. Até então a cidade contava com 73 pacientes internados e 65 curados da doença.

Para que se possa controlar
De fácil contágio e rápida evolução, o novo coronavírus representa um grande desafio aos especialistas de saúde, que correm contra o tempo diante do desconhecido.

“As medidas de isolamento devem ser adotadas em casos de doenças de fácil transmissão (ou seja, transmissão respiratória é a principal delas), quando não se tem nem vacina e nem medicação eficaz. O isolamento é utilizado para que a doença se torne controlável, para que não haja um pico que sobrecarregue o sistema de saúde do país, para que consigamos atender a todos que necessitem”, reforça a médica infectologista que atua na Policlínica do Engenho Novo, Camilla Choairy de Almeida.

O novo coronavírus, causador da doença denominada Covid-19, foi descoberto no dia 31 de dezembro de 2019 após o registro de casos na China. Em pouco tempo o vírus já se espalhou pelo globo terrestre configurando-se como pandemia: quando há um número de casos acima do esperado e que afeta vários países e continentes.

Isolar-se é ato de consciência e solidariedade
O simples ato de ficar em casa, evitar aglomerações e o contato físico é também solidário. Todas as pessoas são transmissores em potencial: crianças, jovens, adultos e idosos. Quanto menor a circulação, menor é a transmissão. Esse tipo de cuidado poupa não apenas membros da família, vizinhos, amigos, mas também toda a comunidade, o que inclui os profissionais de saúde que, por compromisso com a profissão, não podem ficar em casa e se expõem diariamente socorrendo os doentes. Respeitar o isolamento é respeitar o esforço de quem gostaria, mas não pode.

 
 

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Sem vacina e nem mesmo um tratamento específico para a Covid-19, o distanciamento social passa a ser a única arma contra a doença, conforme pregam cientistas e as maiores autoridades de saúde do mundo, como a OMS (Organização Mundial de Saúde). A estratégia de isolamento social foi adotada por praticamente todos os países afetados pelo novo coronavírus.

O isolamento ou distanciamento social tem sido adotado para garantir que haja atendimento médico suficiente aos doentes mais graves e, consequentemente, diminuir o número de óbitos provenientes da doença. Os demais atendimentos não cessam, o que exige uma potente ampliação das capacidades do sistema de saúde, tanto públicos quanto privados.

Sem um isolamento eficiente pode ocorrer o contágio em massa: quando a doença é transmitida a um grande número de pessoas ao mesmo tempo, levando os sistemas de saúde ao colapso, já que não terão condições de atender a todos. Isso compromete a oferta de vagas, medicamentos, insumos, aparelhagem e profissionais – que também adoecem.

Diante de um quadro desses, o colapso se estende a outros serviços essenciais, como é o caso dos necrotérios, cemitérios e serviços funerários em geral, por exemplo. Um número de óbitos maior do que a capacidade local impossibilita os serviços e, automaticamente, o sepultamento. Essa consequência dramática foi vivenciada por países como Itália e, mais recentemente, Equador, por exemplo, que precisaram recolher os corpos em caminhões e dispensá-los em valas comunitárias para cremação.

Em Barueri, a Vigilância em Saúde iniciou, além de um monitoramento rígido, um amplo processo de orientações e ações preventivas tão logo surgiram os primeiros casos na China. As medidas de isolamento foram propostas bem antes do vírus espalhar-se pelo Brasil.

“A proximidade de Barueri com a capital paulista coloca a cidade em uma situação bastante delicada, uma vez que não só a capital, mas todo o Estado tornou-se o epicentro da doença, concentrando a grande maioria dos casos no País. Com uma população flutuante considerável, que migra de São Paulo para cá e de cá para lá, não teria como o município se blindar desse mal. Porém, os números por aqui seriam ainda piores se não tivéssemos adotado o distanciamento social”, alerta a coordenadora de Vigilância em Saúde de Barueri, que também é biomédica, Rosana Perri Andrade Ambrogini.

A especialista lembra que o isolamento foi adotado em um bom momento na cidade, quando ainda não havia tantos casos. Quanto antes ele é aplicado, maior é sua eficácia, ou seja, mais brando é o pico de contágio local, permitindo ao município socorrer a todos que precisam. No domingo (dia 19), Barueri registrava 372 casos confirmados, 1.065 em investigação e 45 óbitos, dos quais 14 já com confirmação para Covid-19. Até então a cidade contava com 73 pacientes internados e 65 curados da doença.

Para que se possa controlar
De fácil contágio e rápida evolução, o novo coronavírus representa um grande desafio aos especialistas de saúde, que correm contra o tempo diante do desconhecido.

“As medidas de isolamento devem ser adotadas em casos de doenças de fácil transmissão (ou seja, transmissão respiratória é a principal delas), quando não se tem nem vacina e nem medicação eficaz. O isolamento é utilizado para que a doença se torne controlável, para que não haja um pico que sobrecarregue o sistema de saúde do país, para que consigamos atender a todos que necessitem”, reforça a médica infectologista que atua na Policlínica do Engenho Novo, Camilla Choairy de Almeida.

O novo coronavírus, causador da doença denominada Covid-19, foi descoberto no dia 31 de dezembro de 2019 após o registro de casos na China. Em pouco tempo o vírus já se espalhou pelo globo terrestre configurando-se como pandemia: quando há um número de casos acima do esperado e que afeta vários países e continentes.

Isolar-se é ato de consciência e solidariedade
O simples ato de ficar em casa, evitar aglomerações e o contato físico é também solidário. Todas as pessoas são transmissores em potencial: crianças, jovens, adultos e idosos. Quanto menor a circulação, menor é a transmissão. Esse tipo de cuidado poupa não apenas membros da família, vizinhos, amigos, mas também toda a comunidade, o que inclui os profissionais de saúde que, por compromisso com a profissão, não podem ficar em casa e se expõem diariamente socorrendo os doentes. Respeitar o isolamento é respeitar o esforço de quem gostaria, mas não pode.

 
 

Fonte

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