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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026

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São Paulo: Semáforos inteligentes, entenda como funciona nova tecnologia

Semáforos inteligentes

São Paulo: Semáforos inteligentes, entenda como funciona nova tecnologia
Divulgação/google
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"Semáforos inteligentes" começaram a aparecer em alguns cruzamentos da capital paulista. Com atraso de cinco anos, a Prefeitura de São Paulo deu início à instalação da tecnologia que promete desafogar o trânsito na área do rodízio de veículos, o Minianel Viário.

A modernização do sistema está para sair desde 2019, quando a gestão municipal anunciou uma licitação para contratar uma empresa que deveria instalar e fazer a manutenção dos equipamentos.

 

  • 35 semáforos estão em operação em fase de adaptação;
  • As primeiras instalações foram feitas em seis cruzamentos da Rua Cardeal Arcoverde e da Avenida Doutor Arnaldo, na Zona Oeste da capital.
  • 43 estão em fase de implantação e ajustes;
  • 104 estão em fase de obras;
  • Segundo a concessionária SP Regula, que coordena o processo, a ideia é que, até o fim de 2023, pelo menos 270 cruzamentos estejam modernizados.

Mas, afinal, o que são os semáforos inteligentes? O g1 explica:

Semáforo inteligente na Avenida Doutor Arnaldo, na Zona Oeste de São Paulo — Foto: g1

Semáforo inteligente na Avenida Doutor Arnaldo, na Zona Oeste de São Paulo — Foto: g1

 

Por que inteligentes?

 

Eles são chamados de inteligentes porque funcionam sob demanda: o tempo que o semáforo fica verde ou vermelho depende da quantidade de veículos na via naquele momento. Automaticamente, ele se regula ao longo do dia para melhor gerenciar o fluxo de trânsito.

 

Como funcionam?

 

  • Câmeras instaladas em pontos estratégicos dos cruzamentos semaforizados mensuram a quantidade de veículos.
  • Em tempo real, um sistema transforma as imagens em dados.
  • Por meio de algoritmos, o sistema ajusta o tempo de abertura dos semáforos.
  • Por exemplo: se uma via estiver sobrecarregada em relação à outra de um mesmo cruzamento, a que tiver mais veículos ficará com um tempo maior de semáforo aberto, a fim de desafogar o fluxo e gerar fluidez no trânsito.
  • O ciclo semafórico de uma subárea será determinado pelo cruzamento mais carregado.
  • O sistema procura o conjunto semafórico com maior demanda e replica os ajustes aos demais.
  • O tempo de travessia para pedestres é fixo, não se altera, preservando a segurança de quem caminha.

Como funcionam os semáforos modernos — Foto: Arte/g1

 

Segundo a SP Regula, toda a operação é acompanhada em tempo real por uma central de monitoramento da Companhia de Engenharia e Tráfego (CET). A tecnologia também substitui as fitas magnéticas instaladas no asfalto em semáforos convencionais por "laços virtuais", que medem o espaçamento entre veículos e o grau de saturação de uma determinada área da via.

 

 Os atuais semáforos são burros?

 

A principal diferença entre eles é que os atuais funcionam com uma programação preestabelecida:

 

  • Existe uma programação feita a partir de uma tabela horária.
  • Cada via tem o fluxo de veículos liberado por um tempo pré-estabelecido de acordo com a hora e dia da semana.
  • Aos domingos e no período noturno, por exemplo, quando o fluxo de veículos é menor, os semáforos funcionam com intervalos de tempos menores, sem se adequar às eventuais variações nas demandas veiculares.
  • Já nos horários de pico em dias de semana, semáforos de vias que são historicamente mais carregadas funcionam com maior tempo de liberação em relação às outras vias do cruzamento.
  • Na atual tecnologia, sensores são instalados no asfalto, que podem ser afetados por obras de recapeamento ou reparos da via, por exemplo.

 

Semáforos convencionais — Foto: Arte/g1

 

 E na prática?

 

Em entrevista à TV Globo, Mauricio Nastari, gerente de iluminação da SP Regula, afirmou que já foi possível sentir "alguma diferença", mas para que a mudança no trânsito seja efetiva, o funcionamento do sistema deve ser mais abrangente. Segundo a concessionária:

 

  • A transformação será realizada exclusivamente em 2.586 cruzamentos semaforizados nos próximos 3 anos.
  • A previsão é de que, ao final da implantação, a nova tecnologia melhore a circulação de veículos em até 20%.
  • Caso haja um acidente numa zona de semáforos inteligentes, por exemplo, todos serão "avisados" e poderão se adequar a um maior e inesperado fluxo de veículos.
 

 A "onda verde" será possível?

 

Segundo a CET, a nova tecnologia possibilita a chamada "onda verde", quando carros passam no maior número possível de semáforos em sequência — desde que a via tenha características que permitam tal estratégia.

"A 'onda verde' somente pode ser aplicada em vias de sentido único, com características uniformes dos fluxos veiculares, de pedestres e de uso do solo (zoneamento - áreas comerciais, residenciais, prestação de serviço, entre outras)", explicou a companhia.

Por exemplo, dez cruzamentos ao longo da Rua Cardeal Arcoverde já contam com a nova tecnologia e os cruzamentos estão programados para a chamada onda verde, desde que as condições de momento do trânsito deem condições e beneficiem o fluxo.

 

 Semáforos novos são menos furtados?

Os semáforos modernos são feitos com cabos de alumínio, em vez de cobre, que têm maior valor comercial. "Onde a gente tem, historicamente, maiores índices de furto, já há essa alteração por um material mais em conta, mas que funciona da mesma maneira", explicou Nastari.

"Na primeira tentativa, a pessoal vai lá, vê que é alumínio, rompeu o cabo, a concessionária faz o reparo, aí ele deixa de furtar aquele cruzamento e vai para um próximo, sempre em busca do melhor material, que é o cobre".

Com a nova tecnologia, a central de monitoramento consegue saber em tempo real se um semáforo para de funcionar. "A concessionária consegue rapidamente enviar a equipe, entender qual que é o problema. Se for uma tentativa de furto, ele sem energia, a concessionária vai lá e repõe o que tem que repor", afirmou o gerente de iluminação.
FONTE/CRÉDITOS: g1.globo.com
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