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Vereador chama colega de 'judeu filho da p.' em discussão

Adilson Amadeu (DEM) xingou Daniel Annenberg (PSDB) durante votação em plenário. Federação Israelita de SP repudiou ato.
Vereador chama colega de 'judeu filho da p.' em discussão
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Vereador chama colega de 'judeu filho da p.' em discussão

G1 SP

O vereador Adilson Amadeu (DEM) chamou o vereador Daniel Annenberg (PSDB) de "judeu filho da puta" durante a discussão de um projeto na Câmara Municipal de São Paulo na noite de quarta-feira (11). A Federação Israelita do Estado de São Paulo repudiou a ação.

Os deputados debatiam em plenário o projeto de lei de autoria de Amadeu sobre a regulamentação de transporte por aplicativos. A frase foi dita por Amadeu após Annenberg votar contra a proposta.

“É lamentável que em uma Casa que é para discutir ideias, políticas e soluções para São Paulo a gente tenha um comportamento desse. Primeiro uma agressão verbal, quase agressão física, e mais que isso: injúria racial. Eu lutei toda minha vida contra esse tipo de coisa e acho um absurdo”, disse Annenberg ao G1 na quinta-feira (12).

Em nota, Amadeu afirmou que se excedeu e pediu desculpas à comunidade judaica.

“No calor da discussão, algo tão comum em votações polêmicas em plenário, eu realmente me excedi e, caso alguém tenha se sentido ofendido e ainda que não tenha sido uma fala generalizada, quero pedir minhas sinceras desculpas à comunidade judaica”, diz o texto. (Leia a íntegra abaixo)

Após a ofensa durante a votação, os parlamentares continuaram discutindo em plenário e a sessão foi encerrada pelo presidente da Casa, Eduardo Tuma (PSDB).

Annenberg afirmou que pretende entrar com medidas legais contra Amadeu.

“Não é possível que a gente tenha que ficar perdendo tempo respondendo coisas que eu imaginei que já estariam ultrapassadas. Infelizmente a gente vê acontecer nos dias de hoje. Para mim isso é a barbárie, é o fim da civilização se a gente não conseguir discutir as nossas diferenças com tolerância e bom senso”, diz.

Ambos os vereadores fazem parte da base do governo do prefeito Bruno Covas (PSDB). Annenberg reassumiu seu mandato recentemente, após ser exonerado do cargo de secretário de Tecnologia e Inovação da gestão Covas.

Pedido de desculpas em plenário

Na quinta-feira (12), Adilson Amadeu (DEM) usou o plenário da Câmara para ler a mesma nota com o pedido de desculpas à comunidade judaica que foi enviada à imprensa.

"Vou respeitar sim não só a colônia judaica como qualquer colônia. Mas me senti ofendido também quando o colega falou a respeito de Detran. Não falarei mais do assunto e nesse momento vou sair desse plenário e, se ele aceitar, irei lá cumprimentar e pedir desculpa. Eu sou chamado desde pequeno de português, como muitos são chamados de turcos", disse ainda em discurso.

Depois disso, Amadeu foi em direção a Annenberg e deu um aperto de mão.

Comunidade judaica repudia

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) repudiou a manifestação do vereador e afirmou que ele deve responder criminalmente pelo ato.

"Mesmo no calor das discussões parlamentares, não há espaço para o aprofundamento de preconceitos, discriminações e divisões em nossa sociedade. Todos têm o direito democrático de se expressar, mas não podemos aceitar atos de racismo, contra a comunidade judaica ou contra qualquer ser humano.

O parlamento paulistano não pode se tornar uma terra sem lei e, por isso, o vereador Adilson Amadeu deve responder criminalmente por este ato. A Fisesp já está tomando todas as medidas legais e colocando todo seu aporte jurídico à disposição do vereador Daniel Annemberg", disse a entidade por meio de nota.

Leia a íntegra da nota enviada por Adilson Amadeu

“Em uma sessão tensa que já durava quase 8 horas, e após costurado um acordo na casa para que fossem votados projetos de vereadores, eu tive divergências com o colega parlamentar por conta de um projeto de minha autoria, no qual trabalhei muito o ano todo para ser aprovado.

No calor da discussão, algo tão comum em votações polêmicas em plenário, eu realmente me excedi e, caso alguém tenha se sentido ofendido e ainda que não tenha sido uma fala generalizada, quero pedir minhas sinceras desculpas à comunidade judaica.

Aproveito este esclarecimento para deixar claro que, em nenhum momento, houve um ataque à cultura ou tradição judaicas, a quem sempre fiz questão de respeitar"

 

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O vereador Adilson Amadeu (DEM) chamou o vereador Daniel Annenberg (PSDB) de "judeu filho da puta" durante a discussão de um projeto na Câmara Municipal de São Paulo na noite de quarta-feira (11). A Federação Israelita do Estado de São Paulo repudiou a ação.

Os deputados debatiam em plenário o projeto de lei de autoria de Amadeu sobre a regulamentação de transporte por aplicativos. A frase foi dita por Amadeu após Annenberg votar contra a proposta.

“É lamentável que em uma Casa que é para discutir ideias, políticas e soluções para São Paulo a gente tenha um comportamento desse. Primeiro uma agressão verbal, quase agressão física, e mais que isso: injúria racial. Eu lutei toda minha vida contra esse tipo de coisa e acho um absurdo”, disse Annenberg ao G1 na quinta-feira (12).

Em nota, Amadeu afirmou que se excedeu e pediu desculpas à comunidade judaica.

“No calor da discussão, algo tão comum em votações polêmicas em plenário, eu realmente me excedi e, caso alguém tenha se sentido ofendido e ainda que não tenha sido uma fala generalizada, quero pedir minhas sinceras desculpas à comunidade judaica”, diz o texto. (Leia a íntegra abaixo)

Após a ofensa durante a votação, os parlamentares continuaram discutindo em plenário e a sessão foi encerrada pelo presidente da Casa, Eduardo Tuma (PSDB).

Annenberg afirmou que pretende entrar com medidas legais contra Amadeu.

“Não é possível que a gente tenha que ficar perdendo tempo respondendo coisas que eu imaginei que já estariam ultrapassadas. Infelizmente a gente vê acontecer nos dias de hoje. Para mim isso é a barbárie, é o fim da civilização se a gente não conseguir discutir as nossas diferenças com tolerância e bom senso”, diz.

Ambos os vereadores fazem parte da base do governo do prefeito Bruno Covas (PSDB). Annenberg reassumiu seu mandato recentemente, após ser exonerado do cargo de secretário de Tecnologia e Inovação da gestão Covas.

Pedido de desculpas em plenário

Na quinta-feira (12), Adilson Amadeu (DEM) usou o plenário da Câmara para ler a mesma nota com o pedido de desculpas à comunidade judaica que foi enviada à imprensa.

"Vou respeitar sim não só a colônia judaica como qualquer colônia. Mas me senti ofendido também quando o colega falou a respeito de Detran. Não falarei mais do assunto e nesse momento vou sair desse plenário e, se ele aceitar, irei lá cumprimentar e pedir desculpa. Eu sou chamado desde pequeno de português, como muitos são chamados de turcos", disse ainda em discurso.

Depois disso, Amadeu foi em direção a Annenberg e deu um aperto de mão.

Comunidade judaica repudia

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) repudiou a manifestação do vereador e afirmou que ele deve responder criminalmente pelo ato.

"Mesmo no calor das discussões parlamentares, não há espaço para o aprofundamento de preconceitos, discriminações e divisões em nossa sociedade. Todos têm o direito democrático de se expressar, mas não podemos aceitar atos de racismo, contra a comunidade judaica ou contra qualquer ser humano.

O parlamento paulistano não pode se tornar uma terra sem lei e, por isso, o vereador Adilson Amadeu deve responder criminalmente por este ato. A Fisesp já está tomando todas as medidas legais e colocando todo seu aporte jurídico à disposição do vereador Daniel Annemberg", disse a entidade por meio de nota.

Leia a íntegra da nota enviada por Adilson Amadeu

“Em uma sessão tensa que já durava quase 8 horas, e após costurado um acordo na casa para que fossem votados projetos de vereadores, eu tive divergências com o colega parlamentar por conta de um projeto de minha autoria, no qual trabalhei muito o ano todo para ser aprovado.

No calor da discussão, algo tão comum em votações polêmicas em plenário, eu realmente me excedi e, caso alguém tenha se sentido ofendido e ainda que não tenha sido uma fala generalizada, quero pedir minhas sinceras desculpas à comunidade judaica.

Aproveito este esclarecimento para deixar claro que, em nenhum momento, houve um ataque à cultura ou tradição judaicas, a quem sempre fiz questão de respeitar"

 

Fonte

G1 SP

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