Jornal a Cidade Regional - A melhor divulgação para você

Procuradoria Geral de Justiça monta força-tarefa para discutir bailes em Paraisópolis

Mortes de 9 jovens estão sendo investigadas por três órgãos
Procuradoria Geral de Justiça monta força-tarefa para discutir bailes em Paraisópolis
Notícia

Procuradoria Geral de Justiça monta força-tarefa para discutir bailes em Paraisópolis

G1

Após a morte de 9 jovens no Baile da 17, em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, a Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo montou uma força-tarefa para discutir os bailes funks na comunidade.

“Nos reunimos com a comunidade local, com deputados, com representantes da sociedade civil e conversamos a respeito, acertamos a realização de uma espécie de fórum para que a gente possa analisar essas questões de baile funk, de protocolos da Polícia Militar. A ideia é realizar uma mediação para que a violência não tenha escalada, para que a gente fique apenas nesse episódio”, disse Gianpaolo Smanio, procurador-geral de Justiça de São Paulo.

A investigação do caso está dividida em três órgãos: a Corregedoria da Polícia Militar, que apura a conduta dos PMs, a da Polícia Civil e a do Ministério Público. A investigação da Polícia Civil foi assumida pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

O procurador-geral de Justiça nomeou uma promotora do júri para apurar as causas das mortes. O atestado de óbito de uma das vítimas, Luara de Oliveira, indica “asfixia mecânica por sufocação indireta. O de Mateus dos Santos Costa, indica "trauma raquimedular com agente contundente", ou seja, uma lesão na coluna causada por um objeto externo.

A Corregedoria da Polícia Militar instaurou inquérito para avaliar a conduta dos policiais, incluindo os abusos gravados por moradores de Paraisópolis. Um dos vídeos mostra um policial derrubando e chutando um homem várias vezes. Ao lado, um jovem leva um tapa. Em outro vídeo, policiais encurralam jovens em um beco e dão golpes de cassetete.

Seis PMs foram afastados das ruas e já prestaram depoimento. Um deles contou que ele e o parceiro foram dar apoio a uma averiguação de veículo, mas que não encontraram o carro. E durante o deslocamento foram atacados a tiros por o garupa de uma moto.

Já os moradores dizem que a polícia entrou na comunidade e fechou as esquinas da Rua Ernest Renan com a Rua Herbert Spencer e Rodolf Lotze. Depois, os policiais atiraram bombas de gás e balas de borracha, jogaram garrafas, bateram com cassetetes e usaram sprays de pimenta na multidão e muitos jovens entraram em vielas e foram pisoteados.

 

OUVIR NOTÍCIA

Após a morte de 9 jovens no Baile da 17, em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, a Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo montou uma força-tarefa para discutir os bailes funks na comunidade.

“Nos reunimos com a comunidade local, com deputados, com representantes da sociedade civil e conversamos a respeito, acertamos a realização de uma espécie de fórum para que a gente possa analisar essas questões de baile funk, de protocolos da Polícia Militar. A ideia é realizar uma mediação para que a violência não tenha escalada, para que a gente fique apenas nesse episódio”, disse Gianpaolo Smanio, procurador-geral de Justiça de São Paulo.

A investigação do caso está dividida em três órgãos: a Corregedoria da Polícia Militar, que apura a conduta dos PMs, a da Polícia Civil e a do Ministério Público. A investigação da Polícia Civil foi assumida pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

O procurador-geral de Justiça nomeou uma promotora do júri para apurar as causas das mortes. O atestado de óbito de uma das vítimas, Luara de Oliveira, indica “asfixia mecânica por sufocação indireta. O de Mateus dos Santos Costa, indica "trauma raquimedular com agente contundente", ou seja, uma lesão na coluna causada por um objeto externo.

A Corregedoria da Polícia Militar instaurou inquérito para avaliar a conduta dos policiais, incluindo os abusos gravados por moradores de Paraisópolis. Um dos vídeos mostra um policial derrubando e chutando um homem várias vezes. Ao lado, um jovem leva um tapa. Em outro vídeo, policiais encurralam jovens em um beco e dão golpes de cassetete.

Seis PMs foram afastados das ruas e já prestaram depoimento. Um deles contou que ele e o parceiro foram dar apoio a uma averiguação de veículo, mas que não encontraram o carro. E durante o deslocamento foram atacados a tiros por o garupa de uma moto.

Já os moradores dizem que a polícia entrou na comunidade e fechou as esquinas da Rua Ernest Renan com a Rua Herbert Spencer e Rodolf Lotze. Depois, os policiais atiraram bombas de gás e balas de borracha, jogaram garrafas, bateram com cassetetes e usaram sprays de pimenta na multidão e muitos jovens entraram em vielas e foram pisoteados.

 

Fonte

G1

Comentários

Quer mais artigos e as newsletters editoriais no seu e-mail?

Receba as notícias do dia e os alertas de última hora.
[CARREGANDO...]

Confira mais Notícias

Cidades
Fazendeiro passa mal, desmaia e é devorado por seus porcos
Fazendeiro passa mal, desmaia e é devorado por seus porcos
VISUALIZAR
Cidades
Barueri: Circuito de Verão promove movimento para a vida das mulheres
Barueri: Circuito de Verão promove movimento para a vida das mulheres
VISUALIZAR
Cidades
Santana de Parnaíba fecha 2019 com um dos menores índices de homicídios da Região
Santana de Parnaíba fecha 2019 com um dos menores índices de homicídios da Região
VISUALIZAR
Cidades
Em 2020, brasileiros já pagaram R$ 100 bilhões de impostos em menos de 2 semanas
Em 2020, brasileiros já pagaram R$ 100 bilhões de impostos em menos de 2 semanas
VISUALIZAR
Cidades
Conheça as carreiras que estão em alta em 2020
Conheça as carreiras que estão em alta em 2020
VISUALIZAR
Cidades
Jornal A Cidade realiza campanha solidária 2019
Jornal A Cidade realiza campanha solidária 2019
VISUALIZAR
Fale com a redação!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )